


Largo do Prof. Abel Salazar, 4050-202, Porto
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O Professor Sir John Hardy é Catedrático de Biologia Molecular de Doenças Neurológicas no Instituto de Neurologia da UCL. John foi o segundo vice-presidente da Alzheimer’s Research UK em 2024, em reconhecimento pelo seu apoio à instituição e pela sua contribuição notável para a investigação em demência. Em 1991, John descobriu a primeira mutação diretamente ligada à doença de Alzheimer, o que levou o seu grupo de investigação a desenvolver a «Hipótese da Cascata Amilóide» e o tornou o primeiro investigador a identificar o papel da proteína amilóide no desenvolvimento da doença de Alzheimer – um avanço fundamental para compreender a causa da doença. Como reconhecimento das suas contribuições excepcionais para o conhecimento científico, John foi eleito Membro da Royal Society em 2009. Em 2022, recebeu o título de Cavaleiro, como reconhecimento pelo seu contributo para a saúde humana e para a investigação em demência. John conta, à data, com mais de 23 000 citações do seu trabalho de investigação
Paulo Fontoura é neurologista e uma figura de referência internacional na área da neurociência translacional e no desenvolvimento de medicamentos. Ao longo de 20 anos desempenhou, no sector farmacêutico, funções de direção na Roche/Genentech. Atualmente é Diretor Médico da Xaira Therapeutics, uma empresa especializada em inteligência artificial dedicada a resolver os principais desafios da investigação e desenvolvimento de medicamentos. Ao longo da sua carreira, contribuiu para o desenvolvimento de mais de 60 novas entidades moleculares, incluindo 7 medicamentos aprovados pela FDA/EMA. É membro do conselho de administração e consultor de várias empresas de biotecnologia, bem como professor convidado do Centro Europeu de Medicina Farmacêutica e da Faculdade de Medicina da NOVA.
Fernando de Castro é investigador do CSIC e investigador principal do laboratório “Myelin Dynamics & Repair” (Centro Cajal-CSIC de Neurociência, Conselho Superior de Investigação Científica). Obteve o seu diploma em Medicina pela Universidade Complutense (1991) e o doutoramento pelo Programa de Neurociências da Universidade de Alicante (1996), trabalhando desde então no desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) e, desde 1998, em oligodendrogliogénese e mielinização. Desde 2010, o seu grupo de investigação tem publicado trabalhos de destaque no âmbito da fisiopatologia da desmielinização. O grupo está focado no desenvolvimento de ensaios pré-clínicos para promover a (re)mielinização espontânea para o tratamento da esclerose múltipla e de leucodistrofias. O investigador tem também um currículo notável no estudo da história das neurociências.
Maria João Saraiva é uma neurocientista cujo trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da neurociência molecular e celular na Universidade do Porto. Foi diretora do Grupo de Neurobiologia Molecular no Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e, desde 2015, no i3S, liderou investigação pioneira sobre a biologia da transtirretina, amiloidose e neurodegeneração, estabelecendo o seu grupo de investigação como referência nacional e internacional nestas áreas. Líder de longa data na comunidade portuguesa de neurociências, desempenhou papéis fundamentais na evolução da Divisão de Neurociências do IBMC, incluindo a coordenação da Divisão de Neurobiologia Básica e Clínica e a direção da Unidade de Amilóide, contribuindo para moldar a estratégia de investigação e o desenvolvimento de talentos. Foi também vice-diretora do IBMC. Ao longo da sua carreira, Maria João Saraiva recebeu importantes distinções científicas nacionais e internacionais — incluindo o Prémio Gulbenkian de Ciência e a Medalha Nacional de Mérito Científico — continuando a ser uma das investigadoras mais influentes na área das doenças amilóides e da neurobiologia em Portugal.
Mónica Sousa é neurocientista e investigadora principal no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, onde dirige o Grupo de Regeneração Nervosa. É também diretora do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), um dos institutos fundadores do i3S. A sua investigação centra-se nos mecanismos celulares e moleculares que regulam o crescimento, a degeneração e a regeneração dos axónios. A sua equipa fez uma descoberta importante ao demonstrar que o rato espinhoso (Acomys cahirinus) é o primeiro mamífero conhecido capaz de regeneração espontânea da medula espinhal, uma descoberta que reformulou a compreensão científica da reparação do sistema nervoso central e abriu novas possibilidades terapêuticas para estas lesões. Em 2025, Mónica Sousa recebeu uma prestigiada bolsa ERC Advanced Grant que irá apoiar a investigação dos mecanismos regenerativos do rato espinhoso.

Porto Cancer Meeting & Ipatimup
Manuel Sobrinho Simões, Diretor do Ipatimup
Porto Cancer Meeting & i3S
Cláudio Sunkel, Diretor do i3S
O projeto PREVENTABLE — uma oportunidade baseada em dados do mundo real
Carla Oliveira, Chair do Porto Cancer Meeting e Coordenadora do projeto PREVENTABLE
Teresa Firmino é Editora de Ciência do jornal português Público. Licenciou-se em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa em 1992 e, desde então, trabalha no Público na área da Ciência. Em 2008–2009, estudou jornalismo científico nos Estados Unidos através das Bolsas Knight de Jornalismo Científico no MIT. Desde 2012, é editora da secção de Ciência do Público. É coautora de vários livros sobre ciência e curiosidades do quotidiano e recebeu o Prémio Ciência Viva Montepio Media em 2017 pelas suas contribuições para a comunicação científica.
Nicoline Hoogerbrugge é professora catedrática de Cancro Hereditário no Centro Médico Universitário Radboud, em Nijmegen, na Holanda. Desde 2017, preside a Rede Europeia de Referência em Síndromes Genéticas de Risco Tumoral (ERN GENTURIS), uma iniciativa europeia que apoia os cuidados aos doentes, a formação, o desenvolvimento de diretrizes e a investigação de cancro hereditário. Desde 1999, lidera um centro multidisciplinar de especialistas em cancro hereditário em Radboudumc. Estudou medicina na Universidade Erasmus de Roterdão e especializou-se em Medicina Interna e Genética do Cancro. Ocupou cargos académicos como Professora Associada na Universidade Radboud e Professora Adjunta na Universidade Haukeland, em Bergen, na Noruega. A sua investigação centra-se na genética do cancro, particularmente na melhoria da identificação, prevenção e tratamento de cancros hereditários, como a Síndrome do Tumor Hamartoma PTEN (PHTS). O seu trabalho está intimamente ligado à prática clínica e visa responder às necessidades dos doentes. Integrou vários conselhos e comissões internacionais, incluindo o conselho de coordenadores das Redes Europeias de Referência em doenças raras e a Sociedade Internacional para Tumores Hereditários Gastrointestinais (InSiGHT), além de desempenhar funções consultivas em importantes iniciativas europeias de investigação sobre o cancro.
Alexandre Quintanilha é biofísico, académico e ex-político português. É professor emérito da Universidade do Porto e ex-diretor do Instituto de Biologia Molecular e Celular. O seu trabalho científico tem-se centrado no envelhecimento, no stress oxidativo e na biologia molecular, tendo desempenhado um papel importante na promoção da política científica e no desenvolvimento da investigação em Portugal. Para além da sua carreira académica, foi deputado na Assembleia da República, onde se destacou em questões relacionadas com a ciência, a educação e a saúde pública. Alexandre Quintanilha recebeu várias distinções, incluindo o Prémio Pessoa (2004), a condecoração de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e a de Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública, em reconhecimento das suas contribuições para a ciência, o ensino superior e a vida pública.
Enrique Terol é Conselheiro para a Saúde na Representação Permanente de Espanha junto da União Europeia, onde representa os interesses de Espanha nas políticas de saúde. É médico especializado em Medicina Familiar e Comunitária, com mestrado e doutoramento em Saúde Pública e formação em gestão e qualidade dos cuidados de saúde. Trabalhou na clínica e ocupou cargos de liderança, como diretor médico e diretor executivo, em instituições de saúde públicas e privadas, bem como na área do planeamento de cuidados de saúde. Entre 2004 e 2008, foi vice-diretor-geral para a Qualidade e Planeamento da Saúde no Ministério da Saúde de Espanha, contribuindo para estratégias nacionais em questões como doenças cardíacas, diabetes, saúde mental, doenças raras e segurança do doente. Entre 2008 e 2011, desempenhou funções como adjunto para a saúde na Representação Permanente de Espanha junto da UE e coordenou a área da saúde durante a Presidência espanhola da UE. De 2011 a 2020, trabalhou na DG SANTE da Comissão Europeia como perito nacional destacado e responsável por políticas, ajudando a desenvolver e implementar as Redes Europeias de Referência para doenças complexas e raras. Posteriormente, liderou uma equipa no Serviço Médico da Comissão Europeia (2021–2022). Desde 2022, desempenha de novo as funções de Conselheiro para a Saúde na Representação Permanente de Espanha, coordenando a área da saúde durante a Presidência espanhola da UE em 2023.
Carla Oliveira é uma investigadora com reconhecimento internacional em cancro hereditário, em particular nas doenças relacionadas com a E-caderina/CDH1 e cancro gástrico hereditário. A sua investigação identificou novas causas genéticas em cancros gastrointestinais hereditários e contribuiu para melhorar o tratamento dos doentes e desenvolver terapias direcionadas.
A sua investigação procura descobrir a hereditabilidade não identificada do cancro gástrico hereditário através de estudos do genoma completo e desenvolver biomarcadores para a deteção precoce e a prevenção. É Secretária-Geral da Sociedade Europeia de Genética Humana, Presidente da Sociedade Portuguesa de Genética Humana e Coordenadora Nacional da Rede Europeia de Referência sobre Síndromes de Risco Genético de Tumores (ERN GENTURIS). Atualmente, lidera o projeto PREVENTABLE, financiado pela UE, e está ativamente envolvida em colaborações de investigação internacionais, comités científicos e formação de pós-graduação.
Álvaro Santos Almeida é Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) português. Economista de formação, construiu a sua carreira na área das políticas de saúde, da administração pública e da investigação académica. Anteriormente, desempenhou as funções de Secretário de Estado da Saúde e ocupou cargos de liderança na gestão e planeamento dos cuidados de saúde. Paralelamente ao seu trabalho no serviço público, tem-se dedicado ao ensino e à investigação em economia da saúde e sistemas de saúde, contribuindo para os debates sobre a reforma dos cuidados de saúde, a eficiência e o acesso aos cuidados. Na qualidade de Diretor Executivo, concentra-se no reforço da organização, do desempenho e da sustentabilidade do SNS.
Tamara Milagre é presidente da EVITA – Associação de Apoio a Pessoas com Mutações Genéticas Associadas ao Cancro Hereditário. A missão da EVITA é salvar vidas e melhorar a qualidade de vida das pessoas e famílias afetadas pelo cancro hereditário.

Largo do Dr Tito Fontes 15, 4000-538, Porto
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Paulo Vieira é imunologista e Diretor de Investigação no Instituto Pasteur, em Paris, onde trabalha na Unidade de Desenvolvimento Linfocitário. Nascido em Lisboa em 1959, tirou o curso pela Universidade NOVA de Lisboa e, posteriormente, concluiu a sua habilitação na Universidade Paris Descartes. A sua carreira científica incluiu investigação pós-doutoral em laboratórios internacionais de renome na Alemanha e nos Estados Unidos, seguida de funções de direção no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Portugal. Ingressou no Instituto Pasteur no início dos anos 2000, passando de investigador associado a Diretor de Investigação em 2015. Vieira tem estado envolvido na Sociedade Portuguesa de Imunologia, tendo desempenhado funções de Secretário-Geral e, posteriormente, de Presidente. O seu trabalho centra-se na imunologia e na biologia dos linfócitos, tendo contribuído para a compreensão do desenvolvimento e do funcionamento do sistema imunitário.
Pedro Moura-Alves é bioquímico e investigador na área da imunologia, licenciado pela Universidade da Beira Interior em 2004, passando posteriormente a frequentar o programa de doutoramento GABBA na Universidade do Porto. O seu doutoramento incluiu formação em Boston, na Harvard Medical School, e trabalho no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa. Realizou posteriormente pós-doutoramento no Instituto Max Planck de Biologia da Infecção, na Alemanha. Em 2019, criou o seu grupo de investigação independente na Universidade de Oxford, em colaboração com o Instituto Ludwig de Investigação em Cancro. Desde 2022, é líder de grupo, com uma ERA chair (ImmunoHub), no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto. A sua investigação centra-se nas interações hospedeiro-micróbio e na resposta imunitária a infeções bacterianas. A sua investigação tem-se focado na forma como o recetor de hidrocarbonetos arílicos (AHR) deteta fatores de virulência bacteriana e sinais de comunicação, contribuindo para regular a defesa imunitária e o metabolismo de fármacos em doenças como a tuberculose.
Joana Tavares é investigadora na área das interações hospedeiro-parasita e professora no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto. Licenciou-se em Ciências Farmacêuticas e doutorou-se em Bioquímica na mesma universidade. Iniciou a sua carreira de investigação no Instituto de Biologia Molecular e Celular e no Institut de Recherche pour le Développement, em Montpellier, onde se dedicou à descoberta de fármacos contra a Leishmania. Durante o pós-doutoramento, no Instituto Pasteur, estudou a infecção por malária utilizando modelos de imagem em tempo real. Desde que integrou o i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, tem trabalhado na investigação do Plasmodium e outros parasitas protozoários, incluindo espécies de Leishmania e Trypanosoma. Tavares coordena atualmente o grupo de Interações Hospedeiro-Parasita no i3S, lidera projetos de investigação financiados por bolsas competitivas e contribui para os órgãos institucionais de coordenação científica e ética. É coautora de dezenas de publicações, coinventora de patentes e recebeu a Medalha de Honra L’Oréal-UNESCO para Mulheres na Ciência Portugal em 2014.
Bruno Silva-Santos é Professor Catedrático e Diretor de Imuno-Oncologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, assim como Líder de Grupo e Vice-Diretor do Instituto de Medicina Molecular. Obteve o doutoramento em Imunologia pela University College London em 2002, seguindo-se uma formação em investigação no Cancer Research UK e um pós-doutoramento no King’s College London. Estabeleceu o seu próprio grupo de investigação em Lisboa em 2006.A sua investigação centra-se nas células T gama-delta e no seu papel no reconhecimento de tumores e em imunoterapia. Com o apoio de importantes entidades financiadoras, incluindo o Conselho Europeu de Investigação e a Fundação la Caixa, o seu trabalho resultou em mais de 100 publicações em revistas internacionais de renome. Em 2019, foi eleito membro da Organização Europeia de Biologia Molecular, em reconhecimento pelo seu trabalho científico. A sua investigação translacional em imunoterapia oncológica recebeu distinções de parceiros da indústria e resultou na criação da start-up de biotecnologia Lymphact, cuja tecnologia foi adquirida pela Takeda Pharmaceutical e se encontra atualmente em testes clínicos.
Margarida Saraiva formou-se em Bioquímica em 1997 na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Em 2003, concluiu o doutoramento em Patologia pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Depois de 4 anos (1999-2002) de investigação sobre a evasão imunitária dos poxvírus, no laboratório de Antonio Alcami, na Universidade de Cambridge (Reino Unido), Margarida Saraiva mudou-se para o laboratório de Anne O’Garra, no MRC-National Institute for Medical Research (Londres), onde estudou os mecanismos moleculares que regulam a expressão da interleucina-10 pelas células imunitárias. Em 2007, Margarida Saraiva regressou a Portugal e integrouo Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Universidade do Minho. Desde junho de 2015, Margarida Saraiva lidera o grupo de Regulação Imunológica no i3S, com o objetivo de investigar os mecanismos subjacentes à regulação das interações hospedeiro-patógeno. Margarida Saraiva desempenhou as funções de Presidente da Sociedade Portuguesa de Imunologia entre 2018 e 2021.
Nuno L. Alves é imunologista e líder de grupo no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto. É licenciado em Biologia pela Universidade do Porto e doutorado em Imunologia pela Universidade de Amesterdão. Realizou um pós-doutoramento no Instituto Pasteur, no âmbito de uma bolsa da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO). Desde que estabeleceu um seu grupo de investigação no Porto, o seu trabalho tem-se centrado no timo e nos mecanismos que regulam o desenvolvimento de células T e a tolerância imunitária, em particular a diferenciação das células epiteliais do timo. Coordenou vários projetos de investigação nacionais e internacionais. A par da sua investigação, Nuno Alves tem-se dedicado ao ensino da imunologia e à liderança científica, incluindo funções na Sociedade Portuguesa de Imunologia e como vice-coordenador científico do programa de Investigação em Infeção, Imunidade e Regeneração no i3S.
Alexandre Quintanilha é biofísico, académico e ex-político português. É professor emérito da Universidade do Porto e ex-diretor do Instituto de Biologia Molecular e Celular. O seu trabalho científico tem-se centrado no envelhecimento, no stress oxidativo e na biologia molecular, tendo desempenhado um papel importante na promoção da política científica e no desenvolvimento da investigação em Portugal. Para além da sua carreira académica, foi deputado na Assembleia da República, onde se destacou em questões relacionadas com a ciência, a educação e a saúde pública. Alexandre Quintanilha recebeu várias distinções, incluindo o Prémio Pessoa (2004), a condecoração de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e a de Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública, em reconhecimento das suas contribuições para a ciência, o ensino superior e a vida pública.
Salomé Pinho estudou Medicina Veterinária na Universidade do Porto e fez o doutoramento no Instituto de Patologia Molecular e Imunologia da Universidade do Porto (IpatimupPATIMUP) e na Boston Medical School, em Massachusetts, EUA, entre 2006 e 2009. O trabalho de pós-doutoramento decorreu no Ipatimup, na área da glicobiologia e doenças. Atualmente, é investigadora no i3S e professora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. A sua atividade de investigação centra-se na compreensão do papel das modificações pós-traducionais por glicosilação na regulação das funções de proteínas-chave envolvidas no cancro e em condições inflamatórias crónicas, visando potenciais aplicações clínicas. É autora de várias publicações em revistas científicas internacionais com revisão por pares, incluindo Nature Reviews Cancer, Oncogene e Human Molecular Genetics. Coordena uma equipa de investigação e é investigadora principal de vários projetos financiados a nível nacional e internacional na área do cancro e das doenças inflamatórias. Recebeu o Prémio Jovem Investigadora da Associação Europeia para a Investigação em Cancro e é inventora de duas patentes.

Rua Alfredo Allen, 208, 4200-135 Porto, Portugal
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Claudio Sunkel é diretor do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto e professor de Biologia Molecular no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto. É líder do Grupo de Genética Molecular, focando-se no estudo da divisão celular e dos mecanismos que mantêm a estabilidade genómica em eucariotas. Nascido em Santiago, Chile, é licenciado em Biologia e doutorado em Genética pela Universidade de Sussex. Após o pós-doutoramento no Imperial College London, estabeleceu sua carreira de investigação no Porto, onde publicou mais de 100 artigos e orientou inúmeros alunos de doutoramento e pós-doutoramento. Claudio Sunkel ocupou vários cargos de relevo nacional e internacional. Foi vice-diretor e diretor do IBMC, vice-presidente da Conferência Europeia de Biologia Molecular e do Conselho do Laboratório Europeu de Biologia Molecular.
Pedro Conceição é Diretor do Gabinete do Relatório do Desenvolvimento Humano e principal autor do Relatório do Desenvolvimento Humano desde 1 de janeiro de 2019. Antes disso, foi Diretor de Política Estratégica no Bureau for Policy and Program Support e Economista-Chefe e Chefe da Unidade de Assessoria Estratégica no Bureau Regional para a África. Foi também Diretor do Office of Development Studies. O seu trabalho sobre financiamento para o desenvolvimento e bens públicos globais foi publicado pela Oxford University Press em livros que coeditou. Publicou sobre desigualdade, economia da inovação e mudança tecnológica e desenvolvimento. Antes de ingressar no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, foi Professor Auxiliar no Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, onde foi professor e investigador nas áreas de ciência, tecnologia e política de inovação. É licenciado em Física pelo Instituto Superior Técnico e em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa e doutorado em Políticas Públicas pela Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas em Austin, onde estudou com uma Bolsa Fulbright.
Fernando Alexandre é Ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal desde 2024, tendo integrado o XXIV Governo Constitucional. É doutorado em Economia pelo Birkbeck College, University of London, e professor na Universidade do Minho, onde desempenhou funções de Pró-Reitor, Diretor da Escola de Economia e Gestão e Chefe do Departamento de Economia. Foi Secretário de Estado no Governo português (2013-2015), bem como Vice-Presidente do Conselho Económico e Social. A sua investigação centra-se em macroeconomia, nos mercados financeiros e no desenvolvimento da economia portuguesa. Autor ou coautor de vários livros e de numerosas publicações académicas, trabalhou também como consultor para instituições públicas e privadas, incluindo a Comissão Europeia. Em 2022, recebeu o Prémio de Mérito Científico da Universidade do Minho.
Maria Carmo-Fonseca é professora na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Co-fundou o Instituto de Medicina Molecular (iMM), um instituto de investigação biomédica afiliado à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, do qual é atualmente Presidente. Foi professora visitante na Harvard Medical School (2011 a 2013). É membro da Organização Europeia de Biologia Molecular, da Academia Portuguesa de Ciências, da Academia Portuguesa de Medicina e da Academia Europaea, tendo sido Presidente da RNA Society (2021-2022). É editora científica do Journal of Cell Science e da revista científica RNA. Carmo-Fonseca recebeu vários prémios científicos nacionais de prestígio e atua em vários comités consultivos nacionais e internacionais. A investigação de Carmo-Fonseca centra-se na biologia do ARN. É autora de mais de 170 artigos científicos, com mais de 12 mil citações.
António Sousa Pereira é médico, professor catedrático e reitor da Universidade do Porto. É licenciado em Medicina pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), onde concluiu também o doutoramento em Ciências Médicas. Professor de Anatomia Humana e Neuroanatomia, foi Diretor do ICBAS, Chefe do Departamento de Anatomia, Presidente do Conselho Pedagógico e Presidente do Conselho de Administração da Faculdade. A sua investigação tem-se centrado nas alterações morfológicas associadas ao stress ambiental. Recentemente, tem trabalhado em sistemas de avaliação da qualidade da saúde, sendo consultor da Autoridade Reguladora da Saúde e contribuindo para o desenvolvimento do SINAS, o Sistema Nacional de Avaliação da Saúde.

Praça General Humberto Delgado, 4049-001 Porto
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Ana Paula Pêgo é investigadora em biomateriais e nanomedicina e líder de grupo no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto. Doutorou-se em Química de Polímeros e Biomateriais pela Universidade de Twente e tornou-se investigadora principal no INEB, agora integrado no i3S, onde lidera o grupo «nanoBiomaterials for Targeted Therapies» (nBTT). A sua investigação centra-se no desenvolvimento de estratégias de nanomedicina e biomateriais para promover a regeneração do tecido nervoso, incluindo polímeros para a administração de ácidos nucleicos, enxertos nervosos para lesões da medula espinhal e estruturas artificiais para tecido cerebral. Contribui também para o debate sobre as dimensões sociais e éticas da medicina regenerativa e da nanomedicina. Ana Pêgo é diretora Científica do Centro de Bioimagem para Biomateriais e Terapias Regenerativas e professora no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Atualmente, é membro da direção do i3S, Presidente da Sociedade Europeia de Biomateriais, Editora Associada da revista Biomaterials e integra o Conselho de Editores Revisores da revista Science.
Bento Machado Aires é Engenheiro Civil e Presidente da Ordem dos Engenheiros – Região Norte. É docente convidado da Porto Business School, onde coordena e leciona programas executivos na área da gestão imobiliária. Licenciado em Engenharia Civil e mestre em Reabilitação Urbana pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, possui ainda uma pós-graduação em Gestão de Projetos pela Porto Business School. Ao longo do seu percurso profissional desempenhou funções como gestor de projeto, diretor de comunicação e diretor de operações em organizações ligadas à engenharia, ao investimento imobiliário e à gestão de infraestruturas. Paralelamente, tem mantido uma forte ligação ao associativismo e à atividade institucional no setor da engenharia, participando em iniciativas nacionais e internacionais dedicadas à valorização e ao desenvolvimento da profissão.
Fernando Jorge Monteiro é licenciado e doutorado em Engenharia Mecânica pela FEUP, foi docente do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da mesma faculdade durante mais de 47 anos. Professor catedrático desde 1995, integrou a direção da faculdade (2010-2014) e dirigiu vários cursos de licenciatura, mestrado e mestrado integrado nas áreas da Bioengenharia e da Engenharia Biomédica. Em paralelo com a docência, que deixou em 2023, Fernando Jorge Monteiro foi presidente do Instituto Nacional de Engenharia Biomédica (INEB) e integrou a direção do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade doPorto entre 2015 e 2020, ano em que assume funções como membro do Conselho Geral da U.Porto (2020-2023) . Como investigador, nestas entidades, destacou-se no desenvolvimento de novos Biomateriais para aplicações na Medicina Regenerativa e Engenharia de Tecidos. Desenvolveu também sistemas teranósticos nanofásicos para aplicação na deteção precoce e nanoterapias para alguns tipos de cancro.
Nuno Neves é cirurgião-ortopedista especializado em doenças da coluna vertebral, coordenador do Serviço de Ortopedia e da Unidade de Coluna Vertebral do Hospital CUF Porto. É professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e investigador no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, Portugal. Concluiu a licenciatura em Medicina e o doutoramento em Medicina na Universidade do Porto e recebeu formação especializada em patologias da coluna vertebral no Instituto Rothman e hospitais de Paris. O seu trabalho clínico e de investigação centra-se na cirurgia da coluna vertebral, na reparação e regeneração óssea e no desenvolvimento de biomateriais para aplicações ortopédicas. Autor ou coautor de mais de 70 publicações científicas, orientou alunos de pós-graduação, contribuiu para a formação profissional em ortopedia e cirurgia da coluna vertebral e desempenhou funções como avaliador do Conselho Europeu de Ortopedia e Traumatologia, bem como editor-chefe da Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.
António Conceição é presidente da direção da Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos. Enquanto sobrevivente de AVC, António Conceição dedica a sua atividade a apoiar outros doentes e a promover a reabilitação pós-AVC, tendo fundado esta associação para ajudar quem passa por esta situação
João Miguel Branco Silva é responsável pela área de Neuromodulação na Medtronic Portugal, com formação em Engenharia Biomédica. A sua carreira inclui experiência no setor dos dispositivos médicos, nomeadamente em consultoria de IT na Novabase e em inovação e excelência operacional na Siemens Healthineers, onde contribuiu para a otimização de processos, avaliação de riscos e certificação em gestão de projetos de I&D. Desde que ingressou na Medtronic em 2011, tem liderado a gestão territorial e de equipas, trabalhando em estreita colaboração com médicos, gestores hospitalares e decisores no setor da saúde, apoiando a adoção de terapias e a integração de tecnologias inovadoras na prática clínica. Possui um Mestrado Executivo em Gestão de Serviços de Saúde, com especialização em Cuidados de Saúde Baseados em Valor.
Rui Martins da Silva é médico especialista em Medicina Física e de Reabilitação, com particular dedicação à medicina desportiva e ao acompanhamento de atletas de alto rendimento. Atualmente integra o Departamento de Saúde do Futebol Clube do Porto, onde acompanha o futebol profissional e de formação, exercendo também funções como Diretor Clínico da Federação Portuguesa de Padel. Iniciou o seu percurso profissional como fisioterapeuta, tendo trabalhado com clubes profissionais e seleções nacionais e internacionais, experiência que contribuiu para uma visão integrada da prevenção, diagnóstico e reabilitação de lesões no contexto desportivo. Ao longo da sua formação médica, realizou estágios de medicina desportiva em instituições de referência internacional e desenvolveu formação especializada nas áreas da medicina do futebol e da imagiologia desportiva, consolidando uma prática clínica orientada para a performance, a recuperação funcional e o regresso seguro à competição.
Paulo Pereira é um neurocirurgião português especializado em cirurgia da coluna, diretor do Serviço de Neurocirurgia da ULS de São João e professor associado convidado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. É presidente da Sociedade Iberolatinoamericana de Coluna (SILACO), ex-presidente da World Spinal Column Society e Secretário, membro do Executive Board e da Presidential Line da EUROSPINE.

Rua Alfredo Allen, 208, 4200-135 Porto, Portugal
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O seminário-recital Ritmos do Corpo foi criado em 2025 pelo duo van Crorie na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Posteriormente, foi apresentado como espetáculo público em Portugal e em França. Durante a sessão, são analisadas as relações entre a frequência cardíaca e o ritmo musical, bem como entre o ciclo respiratório e o compasso. Será também abordada a influência do ritmo e da tonalidade na carga emocional da música.
Bruce Mc Crorie (voz) formou-se em filosofia e exerceu a profissão de instrutor de ténis durante duas décadas. Atualmente, é cantor, DJ e produtor musical. Reside no Porto, Portugal.
Willem van Meurs (contrabaixo) formou-se em engenharia eletrotécnica e é atualmente professor catedrático convidado na FMUP. É também um antigo investigador do INEB. É o inventor de vários simuladores de pacientes para a formação de profissionais de saúde. Reside em Lahitte-Toupière, França.
O Ensemble Multidisciplinar de Improvisação, uma iniciativa de músicos e investigadores da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo [ESMAE], visa a exploração da musicalidade através da interação tecnológica juntamente com inputs visuais musicais por meio da colaboração da videoarte. Os músicos, os técnicos e os artistas visuais do ensemble respondem intuitivamente à interação dinâmica de som e visuais, criando composições espontâneas que evoluem em tempo real. Este enfoque na improvisação garante que cada performance seja uma viagem única e irreproduzível, fomentando um sentido de imediaticidade e conexão com o público. O objetivo é transcender o formato tradicional de concerto, proporcionando ao público um encontro inovador e imersivo que estimula tanto os sentidos auditivo como visual.
Ensemble/ Consort
Marco Conceição, ESMAE, Sonic Electronics
Carlos Azevedo, ESMAE, Piano
Paulo Perfeito, ESMAE, Trombone
Pedro Santos, ESMAE, Visuals
Convidado
Horácio Tomé-Marques, ESMAD, Visuals
ESMAE/ CESEM/ CEIS20
ESMAD/ ID+

Largo do Prof. Abel Salazar, 4050-202, Porto
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Luísa Pereira é investigadora desde 2004 e lider do grupo Diversidade Genética desde 2006. É geneticista populacional, interessando-se pela descrição da diversidade mundial com o objetivo de inferir a evolução da espécie humana e avaliar a influência da ascendência na suscetibilidade/resistência a doenças complexas, particularmente o cancro e a dengue. É reconhecida internacionalmente pela sua investigação sobre filogeografia do DNA mitocondrial, particularmente na Europa, África e Península Arábica. Liderou vários projetos nacionais e internacionais e co-autora de mais de 80 artigos publicados em revistas internacionais e tem um índice h de 28. Luísa Pereira é também coordenadora da linha de Cancro do i3S.
Michèle Ramsay é professora na Divisão de Genética Humana do Serviço Nacional de Laboratórios de Saúde e da Universidade de Witwatersrand (Wits), em Joanesburgo. Os seus interesses de investigação incluem a base genética e a epidemiologia molecular de doenças monogénicas nas populações sul-africanas, bem como o papel da variação genética e epigenética na etiologia molecular dos transtornos do espectro alcoólico fetal e de outras doenças agravadas por escolhas de estilo de vida inadequadas. As colaborações de investigação atuais de Ramsay incluem estudos sobre obesidade, hipertensão, desenvolvimento ósseo, doença renal relacionada com o VIH e glaucoma nas populações sul-africanas. É diretora interina do Instituto Sydney Brenner de Biociências Moleculares (Universidade de Wits), que se centra na compreensão molecular das doenças não transmissíveis nas populações africanas; investigadora principal conjunta de um projeto de formação financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) intitulado «Programa de Liderança em Investigação de Doenças Não Transmissíveis da Wits»; investigadora principal conjunta da primeira fase do «Programa do Genoma Humano da África Austral»; presidente da Sociedade de Genética Humana da África Austral; presidente do Grupo Diretor de Bioinformática da Wits; defensora conjunta de uma iniciativa de investigação interfaculdades, «Biociências Moleculares: Saúde para África»; e editora conjunta e autora de um livro didático, «Medicina Molecular para Clínicos» (Wits University Press, 2009).
Farmacêutico e licenciado em Química pela Universidade de Lisboa, mestre em Ciências Biomédicas pela Universidade de Glasgow, João Lavinha iniciou a sua atividade no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Em 1983 integrou o Centro de Genética Humana, atual Departamento de Genética Humana, onde desempenhou diversas funções, assumindo entre 1993 e 2000 a coordenação do Laboratório de Biologia Molecular. Entre 2000 e 2004 exerceu funções como diretor do Instituto Ricardo Jorge, tendo posteriormente liderado o Centro de Genética Humana e, desde 2008, coordenado a Unidade de Investigação e Desenvolvimento deste departamento. Ao longo da sua uma carreira publicou mais de uma centena de artigos científicos em revistas internacionais e foi distinguido, em 2017, com a Medalha de Ouro dos Serviços Distintos do Ministério da Saúde. Os seus interesses científicos centram-se no controlo comunitário das doenças genéticas, no diagnóstico pré-natal e na biologia e epidemiologia molecular de doenças genéticas raras, nomeadamente hemoglobinopatias, coagulopatias e fibrose quística. Tem igualmente desenvolvido trabalho nas áreas da patologia do desenvolvimento sexual, genética da suscetibilidade a doenças, variação genética em populações lusófonas, genómica em saúde pública e na análise da interface entre ambiente e saúde.



